JOAQUIM NABUCO – REVOLUCIONÁRIO DO PENSAMENTO BRASILEIRO
Não raro me
pego andando nalguma rua de Porto Alegre, e de outros lugares também, o que tem
acontecido muito ultimamente, numa espécie de redescoberta de locais e do
prazer romântico de andar, sem pressa, olhando e cheirando a cidade e suas
coisas.
Pois bem. Me
peguei dias atrás pensando na Rua Joaquim Nabuco, onde tenho a deliciosa
obrigação de ir todas as quintas feiras, às 14 horas, na Feeu-Fundação Educacional Espiritualista Universalista.
E aí foi ‘abelhinha no mel’, ou seja,
aquilo que poderia ser chato se converteu numa doce e reveladora rotina.
E aí, depois
disso, em tempos de ENEM, me vi em casa noite dessas, assistindo na TV Senado um
documentário muito bem delineado sobre quem¿ Ele, o Nabuco.
E ele é,
nada mais nada menos, do que um dos políticos, na acepção correta do termo, de
maior importância na nossa história , pois ainda hoje temos de olhar a sua obra
e perceber que, embora tendo vivido no final do século 18, e sendo considerado
o ‘Príncipe do Abolicionismo’, recomendou a reparação e algumas ações após 1888, o que ainda não foi observado.
Nada disso
foi feito de fato, o que o torna então, atualíssimo. Hoje, depois de uma luta de inserção da história
da cultura africana nas escolas, a qual tenho orgulho de ter sido uma das
singelas voluntárias a trabalhar em campo, como lobista solidária, vamos de novo
nos socorrer na obra de Nabuco.
E descobrir
que nada do que ele recomendou foi adotado nessa necessidade de reparação e
cuidado após abolição da escravatura. Não fizemos nosso dever de casa ainda.
E a
República, de fato, também é algo a ser aprendido e aplicado. Não é uma data
que determina que somos republicanos ou que libertamos o povo negro da vergonha
da escravidão pelos brancos de ‘antanho’, mas a nossa postura de fato , no dia a dia e nas ações
após essas datas retumbantes da história.
Me apaixonei
pelo Joaquim Nabuco e passo a ser uma de suas divulgadoras, assim como vou
procurar sua obra para mergulhar e aprender mais. Caminhar pela rua e pela
história também é aprender e respeitar.

Comentários
Postar um comentário