Os Cheiros e a Vida
Os cheiros e a Vida!
#CrônicasdeVida
Amo os cheiros de vida!
Como bruxa e alquimista das ervas, ando por todos os lugares e a memória olfativa se tornou um GPS emocional que me transporta para os lugares mais incríveis do inconsciente a cada olfatada( se não tem a palavra, acabo de inventar).
Amo o cheiro da lavanda do óleo essencial, do lado da minha cama, que de noite, se insere na atmosfera de sono e sonho no breu de Morfeu e do descanso e...quando de madrugada, os pensamentos e o calor do desejo me tomam, (estou viva, por supuesto, lo siento!), vai comigo para as práticas matinais radiantes.
Daí vem o incenso:canela, sândalo, violeta, sal grosso canforado, ervas, mel, rosas, enfim, dentro do espírito das rezas e meditações, eu escolho o aroma e amo sentir o cheiro.
Amo o cheiro de amor e calor que exala do corpo do meu amado, quando dele me aproximo(daí eu entendo a linguagem dos bichos, que se identificam pelo cheiro, pelo odor do corpo do outro).
Uma linguagem intrínseca dos amantes, a dita química entre um casal, passa pelo cheiro do outro, e isso me encanta!
As flores, naturais, que espalho pela casa, o manjericão, a pitangueira.
O limão espremido nas receitas de saúde matinais, as frutas, o pão quente quando espalho nele a manteiga e o café!
O café é um capítulo à parte... Viajo para a infância e ouço as vozes da mãe e do pai( ela, cedeira como eu, e fazendo o café para todos, nós saindo para a escola, o pai para o serviço e...nossa..no rádio: Os Araganos, no programa deles e, depois, Teixerinha canta para o Rio Grande....)tudo noite ainda, geada..magia pura.
À tardinha e aos sábados, o cheiro da loção de barba do pai, após o banho, que sempre me fez respeitar Freud, visto que sim, meu pai foi meu primeiro namorado, na identificação com o masculino e, inconscientemente, todos meus namorados sempre tem um pouco de meu pai..Freud explica....
Nos sábados o cheiro e a delícia das conversas em família, ao redor do rádio, ouvindo historinhas do Macaco e a Velha...gente...que delícia de cheiros esses na memória....
O cheiro da graspa no café, dos pastéis e bolos que minha mãe começava a preparar para suas vendas do dia( era doceira e professora de culinária)...o uniforme, a saia de prega macho do colégio das freiras, o meu amado Liminha...
O cheiro da gasolina dos carro( meu pai era motorista profissional)e, ao acordar o carro dele, o do serviço, já estava lavado e perfumado pela mãe, que levantava antes de todos nós...num ato de amor inigualável: cuidar!
A pipoca , o quentão, o baile, a quermesse e os 15 anos, na festa junina do colégio...
E aí mais um capítulo especial: as festas de São João, a pescaria, a maçã do amor, a pipoca, pinhão, paçoca e as quadrilhas, a fogueira, o carvão(outro cheiro que amo pois me reporta a fogo, fogueira, churrasco, encontro, comemoração)
O cheiro do mate, sozinha, por muitos anos, me levando à roda ancestral com meu pai e minha mãe e meus avós, tronco familiar, herança índia, da bisavó guarani, que alquimiza minha vida(leiam o livro O Poder oculto do chimarrão, de Glênio Fagundes , e entenderão....
O cheiro do palco nos shows, o suor dos músicos e o frio na barriga antes, nos camarins... a passagem de som, quando espalho meus aromas pelos locais, aromatizadores, incenso de sândalo, ervas para limpar e o odor se mistura à magia que vai sendo gerada pelos trabalhadores da música para fazer o encantamento dos assistentes, depois.
O chá, as bebidas e as comidas, com flores(sempre elas me acompanham, vivas, claro)e as borbulhas da champanhe com seu aroma de celebração, contentamento e agradecimento ao Criador...e me levam a Paris: onde fomos recebidos às 10h da manhã pelo Prefeito, em 2013, com champanhe. Claro!
Os doces, o cheiro da rapa de doce da minha mãe, tema que inspirou a linda música que meu irmão Omar Franco, TI e cheff, compositor, fez pra ela, a cangica dos batuques de nação, os mercados da religião afro-brasileira, os perfumes das ervas nas celebrações, o perfume das giras e ciganos na roda ancestral...
A fogueira xamânica com o Daime ou Ayhuasca, o tambor e as aberturas de portais, o Temascal(tenda do suor) quando as pedras em brasa queimam ervas que incensam os corpos dos homens(primeiro grupo) e depois as mulheres, curando tudo com os rezos e mantras.
Enfim,
Posso ficar aqui o resto da vida enumerando os cheiros que são vida. Esão! Pois sentí-los é viver de novo as emoções experenciadas e, o aroma e o olfato nos fazem reviver, viver de novo aquela emoção..e, de fato, passamos de novo por aqueles momentos, um a um, despertando, compreendendo, etendendo e transmutando o que deve ser transmutado!
Grata EU Sou!
Namastê
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